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I:1.1.1. Timeline

 

A opção pela criação e utilização de uma linha cronológica ou timeline, constitui uma estratégia metodológica relevante, na medida em que permite organizar acontecimentos, processos ou fenómenos de forma sequencial e temporalmente estruturada. A timeline criada, pode ser vista e consultada no site deste projecto: https://faladagua.wixsite.com/research/mapeamento .

De acordo com Creswell (2014), “a representação visual dos dados temporais auxilia o investigador a compreender processos e mudanças ao longo do tempo”, reforçando a utilidade da linha cronológica como instrumento de apoio à análise científica. Ao apresentar a informação de modo ordenado, esta ferramenta reduz grandes volumes de dados, promovendo uma leitura mais clara.

Na obra Breve História do Mundo e do Universo, David Baker, doutorado em Big History,  sugere e apresenta uma síntese global da história da humanidade. Estruturada a partir de uma cronologia que se estende desde a formação do universo até ao mundo contemporâneo.

“Para compreendermos verdadeiramente onde estamos e para onde iremos, teremos de olhar para as correntes e marés mais profundas, A tendência para o aumento da complexidade do universo faz agitar todo o oceano histórico. A predisposição para este aumento conduziu ao nosso aparecimento e continua a trazer-nos mudanças.”

 

Relativamente a este trabalho, começamos por utilizar a timeline de Baker, como guia base e referência de orientação. Outra timeliine que tivemos em considereação foi a de Thomas Sanford no seu livro A Whirlwind History of the Universe and Mankind: From the Big Bang to the Higgs Boson. Onde o autor sugere uma perspetiva de “história total”, na qual a evolução do cosmos, da matéria e da vida é apresentada como um processo interligado, desde o Big Bang até às recentes descobertas científicas. 

I.1.1.3. | O Big Bang

 

 

“From Nothing to Everything
One day, in the distant past, there was no yesterday.

There was nothing.

There was no time,

Not before, nor now.

And there was no space.

There was no darkness, because there was no space that could be dark.

And suddenly, it happened…

No one knows why or how, 

but at some point, from the nothing, 

Time and space appeared. 

Time started to flow.

Space started to form.

Out of the nothing, a universe was born.

One second after time began, energy and matter appeared,

Warmth and light washed over the universe.

Time kept flowing, and the universe began to cool down. 

And when it did, wonderful things happened. 

The universe became complex, diverse and intriguing.”

Clouds of matter moved toward one another. 

Density increased, the temperature rose, 

And from within complexity and disorder, 

a perfect hot ball of gas emerged. 

A star was born.”





 

Pode parecer uma fabulação de um qualquer conto infantil, de como por magia e sem ter acontecido nada, aconteceu tudo - num qualquer conto, um animal a falar, já é magia….qual raposa a falar. Mas de facto é mesmo o texto que acompanha as imagens, naifs por sinal, do primeiro capítulo do livro ilustrado para crianças, de Gabriel Cohen sobre a criação do Universo.  


 

Não havia nada. Não havia tempo, nem antes, nem agora. E não havia espaço. Acredito que as ilustrações podem ajudar, quer as crianças, quer os adultos, neste universo criado.


No entanto de optarmos por uma outra descrição, mais adulta: 

 

Há 13, 8 mil milhões de anos, surgiu. Surgiu uma minúscula mancha incandescente. Tão minúscula que seria impossível vê-la a olho nu. Era este o aspecto do continuum espaço - tempo, da energia extremamente quente que preenchia o seu interior. No exterior nada existia. Todos os componentes de tudo o que existia no Universo estavam no lado de dentro. Desde então mudaram simplesmente, de forma, como se o Universo fosse um pedaço de argila, modelado vezes sem conta numa miríade de formas e ao longo de milhares de milhões de anos.

 

Qualquer uma das duas continua, a poder ser, uma fabulação de um conto infantil ou mais precisamente de ficção científica. Mas não o é. Mas é sim a forma como a ciência encara o início do universo, o início de tudo, desde o nada. Exatamente assim, desde o nada. tipo harry potter .

 

E se ainda formos pesquisar uma descrição do Big Bang mais científica de um fisico thomas sandford : 

 

[ in the beginning, there appeared an infinitely small and dense burning ball that gave rise to space, matter, and energy. This happened 13.7 billion years ago. The great, unanswered question is what caused a small dot of light—filled with concentrated energy from which matter and antimatter were created—to arise from nothingness. In very little time, the young universe began to expand and cool. Several billion years later, it acquired the form we know today. ]

 

…e ainda assim, parece tudo gerado por alguma energia ou magia…

 

O Big Bang constitui o modelo cosmológico amplamente aceite para explicar a origem, a evolução e a estrutura do Universo. Segundo este modelo, o Universo teve início há cerca de 13,8 mil milhões de anos a partir de um estado extremamente quente e denso, dando origem à expansão do espaço-tempo (Peebles, 1993). Importa frisar que o Big Bang não descreve uma explosão localizada no espaço, mas sim a expansão do próprio espaço, conforme descrito pela Teoria da Relatividade Geral.

 

Uma  das evidências que nos leva a saber que o Big Bang existiu é como nos diz o “Thomas Sanford fisico Department of Diagnostics and Target Physics, Sandia National Laboratories, Albuquerque, NM, USA”

 

“Moreover, no object in the universe has been found to be older than 13.8 billion years. Telescopes that observe the universe, as it was 10 billion years ago, show the early universe looked different than the universe appears today.”

Uma outra evidência empírica do Big Bang, é a expansão do Universo, observada por Edwin Hubble através do desvio para o vermelho das galáxias distantes, indicando que estas se afastam proporcionalmente à sua distância (Hubble, 1929). 

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